Mundo
Guerra na Ucrânia
Reino Unido destina 116 milhões de euros para a defesa aérea da Ucrânia
O apoio de Inglaterra visa reforçar a defesa aérea da Ucrânia durante o inverno, num pacote que inclui mísseis Patriot, munições de artilharia e drones.
O anúncio já tinha sido feito em Março último, pelo antigo primeiro-ministro britânico Keir Starmer mas é agora reforçado pelo novo inquilino de Downing Street, Andy Burnham .
Inglaterra prepara-se para destinar cerca de 100 milhões de libras, à volta de 116 milhões de euros, para reforçar a defesa aérea da Ucrânia.
O jornal britânico The Guardian avança que os equipamentos vão ser fornecidos através da lista de necessidades prioritárias que a NATO definiu para a Ucrânia. E de entre os sistemas mais importantes estão os mísseis Patriot, utilizados para intercetar aviões, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos táticos.
Alguns especialistas militares ouvidos pelo jornal referem que o fornecimento destes interceptores tem diminuído, numa altura em que os ataques russos têm aumentado. E por isso, a redução dos stocks terá contribuído para uma menor capacidade ucraniana de intercetar os ataques de Moscovo, avançam os especialistas.
Esta terça-feira, o secretário britânico da Defesa deve copresidir a reunião do grupo de contacto para a defesa da Ucrânia. Wes Streeting justificou este apoio com a necessidade de preparar Kiev para os meses de inverno, escreve o The Guardian.
"Putin prepara-se para usar o inverno como arma, continuando os ataques bárbaros contra alvos civis e energéticos", explicou Wes Streeting.
O responsável voltou a garantir que Londres mantém o apoio a Kiev. "Estaremos ombro a ombro com a Ucrânia até que eles vençam", declarou, acrescentando que o Reino Unido pretende trabalhar com cerca de 50 países aliados para transformar os compromissos militares em capacidade efetiva no terreno.
O anúncio do governo de Andy Burnham em reforçar a defesa aérea ucraniana surge num momento de incerteza diplomática.
Este domingo, os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner estiveram em Kiev para conversações destinadas a pôr fim à guerra, mas não foi alcançado qualquer avanço.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, admitiu que tudo indica que o conflito continuará durante o inverno.