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Reino Unido destina 116 milhões de euros para a defesa aérea da Ucrânia

Reino Unido destina 116 milhões de euros para a defesa aérea da Ucrânia

O apoio de Inglaterra visa reforçar a defesa aérea da Ucrânia durante o inverno, num pacote que inclui mísseis Patriot, munições de artilharia e drones.

Filipe Alexandre Gonçalves - RTP / Adicionar como fonte informativa
Inglaterra anuncia apoio à defesa aérea ucraniana numa altura em que voltaram os ataques a Kiev, após três dias de pausa. Sergey Dolzhenko - EPA

O anúncio já tinha sido feito em Março último, pelo antigo primeiro-ministro britânico Keir Starmer mas é agora reforçado pelo novo inquilino de Downing Street, Andy Burnham . 

Inglaterra prepara-se para destinar cerca de 100 milhões de libras, à volta de 116 milhões de euros, para reforçar a defesa aérea da Ucrânia.

O jornal britânico The Guardian avança que os equipamentos vão ser fornecidos através da lista de necessidades prioritárias que a NATO definiu para a Ucrânia. E de entre os sistemas mais importantes estão os mísseis Patriot, utilizados para intercetar aviões, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos táticos.

Alguns especialistas militares ouvidos pelo jornal referem que o fornecimento destes interceptores tem diminuído, numa altura em que os ataques russos têm aumentado. E por isso, a redução dos stocks terá contribuído para uma menor capacidade ucraniana de intercetar os ataques de Moscovo, avançam os especialistas.

Esta terça-feira, o secretário britânico da Defesa deve copresidir a reunião do grupo de contacto para a defesa da Ucrânia. Wes Streeting justificou este apoio com a necessidade de preparar Kiev para os meses de inverno, escreve o The Guardian.

"Putin prepara-se para usar o inverno como arma, continuando os ataques bárbaros contra alvos civis e energéticos", explicou Wes Streeting.

O responsável voltou a garantir que Londres mantém o apoio a Kiev. "Estaremos ombro a ombro com a Ucrânia até que eles vençam", declarou, acrescentando que o Reino Unido pretende trabalhar com cerca de 50 países aliados para transformar os compromissos militares em capacidade efetiva no terreno.

O anúncio do governo de Andy Burnham em reforçar a defesa aérea ucraniana surge num momento de incerteza diplomática. 

Este domingo, os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner estiveram em Kiev para conversações destinadas a pôr fim à guerra, mas não foi alcançado qualquer avanço. 

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, admitiu que tudo indica que o conflito continuará durante o inverno.

Entretanto, esta segunda-feira Burnham também conversou com Donald Trump sobre a guerra e ambos concordaram "continuar a trabalhar por um cessar-fogo que evite mais perdas de vidas", avançou o primeiro-ministro britânico, citado pelo The Guardin.
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